There is a story about the Greek Gods; they were bored so they invented human beings, but they were still bored so they invented love, then they weren't bored any longer. So they decided to try love for themselves. And finally, they invented laughter, so they could stand it. Esses dias eu ando pensando muito em relações humanas. Imagino os Deuses observando como nós interagimos com nossa espécie e o quanto eles se divertem com as confusões que nós causamos.
Ando pensando muito também no Amor, e nas diversas faces que o Amor pode ter.
Eu ficava pensando: se o Amor é a lei, por que é que as pessoas sofrem tanto? Por que existem tantos amores não-correspondidos, e por que sofremos tanto com isso?
E mais: eu tenho uma dificuldade muito grande quando penso que, às vzs, o Amor é totalmente correspondido, mas alguma coisa do destino separa duas pessoas que se amam. A morte, por exemplo.
Hoje assisti esse filme:
Banquete do Amor. E ele mostra um pouco dos tipos diferentes de Amor. De como o amor fere, trai, mas também cura.
Durante todo o filme eu pensei coisas diferentes sobre o Amor.
Primeiro, eu vi pessoas se apaixonarem à primeira vista, e eu não acredito que isso aconteça. Depois, vi amantes que traíam esposa e namorado. Tinha um casal lindo com problemas de dinheiro e com parentes. Tinha um casal que tinha perdido o filho e se culpava por isso.
Sei lá. Vários "por ques" se passaram pela minha cabeça enquanto eu assistia o filme.
Eu nunca fui alguém de aceitar "heartbreaks" muito bem, ou qualquer tipo de tristeza. Não gosto de ver as pessoas sofrerem, não gosto de sofrer, e a dor de Amor é muito, muito difícil.
Mas aí, estava pensando, ao final... depois de um diálogo que tem no filme:
Harry Stevenson: God is either dead, or he despises us.
Bradley Thomas: You don't really believe that.
Harry Stevenson: Maybe. I saw the most remarkable thing just now. I wandered into the stadium, I thought I was alone... but down on the 50 yard line there was a couple. They were making love. I watched for longer then I should have. I was envious... and then I felt sorry for them. There's so much they don't know; heartbreak they can't even imagine.
Bradley Thomas: [sighs] Well, even if they knew, it wouldn't change anything.
Harry Stevenson: How so?
Bradley Thomas: Chloe knew what was going to happen to Oscar.
Harry Stevenson: She knew?
Bradley Thomas: She did. She went to some psychic lady, predicted the whole thing.
Harry Stevenson: She believe her?
Bradley Thomas: Yes, Harry, she did. She didn't run away, she didn't crawl into a hole. She found them a house. She threw away her birth control and married him. God doesn't hate us, Harry. If he did, he wouldn't have made our hearts so brave. Os Deuses colocam desafios nas nossas vidas para que possamos vencê-los e descobrir nossa força. E, falando de relacionamentos e Amor, talvez precisemos dos "heartbreaks" para que, quando encontrarmos a tal pessoa, nosso coração esteja forte o suficiente para valorizar aquela pessoa e não se quebrar; talvez precisemos das porradas para valorizarmos a nós mesmos e não deixemos que nossa felicidade dependa de outra pessoa...
Durante toda a nossa vida, encontraremos ciclos de vida e morte. Algo sempre tem que morrer para que outro possa nascer. Geralmente, a morte traz sofrimento para um dos lados. Se uma pessoa querida estava sofrendo e morre, bom, ela parou de sofrer, mas os que ficaram sofrem por terem perdido a pessoa querida.
Se alguém deixou de amar uma pessoa que ainda o ama... bom, sempre haverá sofrimento.
Mas bom... o sofrimento só vai até vc mesmo permite, não é?
Eu leio várias histórias e vejo vários filmes sobre pessoas que amaram tão profundamente uma pessoa que nunca mais foram capazes de amar outra pessoa da mesma maneira... mas... será que tem que ser assim? Será que a pessoa não se dá nenhuma chance de amar outra vez e de compatilhar a vida com um@ parceir@ novamente? Será que sempre um amor será comparado ao outro?
São situações muito individuais... cada um vive o Amor de uma maneira... mas... quantas pessoas o vivem saudavelmente? Quantas pessoas traem o parceiro por não ter coragem de terminar algo que não está mais funcionando? Quantos não querem enxergar? Quantos mantêm relações que só provocam o mal? E... por quê?
A dor de um fim às vezes é muito grande, e achamos que maior do que a dor de estar com alguém que não está mais te fazendo bem. Mas essa dor passa... o tempo cura a dor. Para alguns, é preciso retomar o Amor-Próprio para conseguir fazer isso.
Sei lá, esse é um assunto para o qual eu não tenho nenhuma conclusão e poderia continuar fazendo muitas outras perguntas e tentar respondê-las. Mas por enquanto, encerro aqui minha reflexão.
Mas, para fechar, eu só acho que... talvez, a Deusa queira com isso nos mostrar que todo ciclo tem um começo e um fim, seja esse fim a morte ou apenas o fim do relacionamento. Mas que todo fim dá origem a um novo começo, e que depende de nós como recomeçarmos.
Assistam esse filme! =)